15/12/2014 às 10h42min - Atualizada em 15/12/2014 às 10h42min

Homem mantêm refêns há nove horas em café na cidade de Sidney.

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Cinco pessoas conseguiram deixar o café onde um homem armado mantém clientes e funcionários reféns há mais de 9 horas em Sydney. Três homens e duas mulheres saíram correndo de dentro do estabelecimento. O café fica no centro financeiro da cidade australiana - próximo à sede do governo, ao consulado americano e onde ficam vários bancos - e está cercado por dezenas de policiais. 

As autoridades não informaram até o momento se estas pessoas foram liberadas ou conseguiram fugir do sequestrador.

"Posso confirmar que temos um homem armado no local e que ele mantém um número indeterminado de reféns", disse Andrew Scipione, limitou-se o chefe de polícia do estado de Nova Gales do Sul. Catherine Burn, vice-chefe de polícia, citou um número inferior a 30 de pessoas sequestradas no local.

Do lado de fora é possível observar uma bandeira islamita, com a frase em árabe "Não há outro Deus que Alá, Maomé é o mensageiro de Alá". De acordo com o chefe da polícia, no entanto, ainda não é possível confirmar que o sequestro esteja vinculado ao terrorismo.

A polícia determinou a evacuação da Ópera de Sydney, cartão-postal da cidade que fica perto do café. Marina Rosa, professora brasileira que mora há seis anos da Austrália, contou ao Café com Jornal que há boatos sobre a suspeita de bomba no prédio e também em outros pontos da cidade.

O primeiro-ministro Tony Abbott pediu aos australianos que atuem de maneira normal, sem deixar de fazer as suas atividades. Ainda assim ele convocou uma reunião de segurança nacional e considerou os fatos "inquietantes".

"Ainda não sabemos os motivos da pessoa, também não sabemos se existem motivos políticos, mas parece claro que alguns indícios nos dizem que sim, existem", disse.

A Austrália está em alerta há algumas semanas pelo temor do governo de que alguns cidadãos que lutam ao lado dos jihadistas no Iraque e na Síria possam cometer ataques no retorno ao país.

 

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