11/11/2014 às 09h10min - Atualizada em 11/11/2014 às 09h10min

Vasco realiza eleições em clima de incerteza

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Clima de guerra, disputas judiciais, intensa briga nos bastidores, suspeita de irregularidades. É neste cenário que os sócios do Vasco vão às urnas nesta terça-feira para começar a definir quem comandará o clube nos próximos três anos.

Ao todo, cinco chapas restaram após sucessivas desistências e alianças, entre as quais três despontam como favoritas: “Volta Vasco! Volta Eurico!”, do ex-presidente Eurico Miranda, “Identidade Vasco”, de Roberto Monteiro, ex-presidente da principal torcida organizada vascaína, e “Sempre Vasco”, de Julio Brant, executivo apoiado pelo ídolo Edmundo.

Mais duas chapas estão na disputa, mas aparecem com poucas chances: “Vasco Mais que um Gigante”, de Eduardo Nery, e “Vanguarda Vascaína”, de Márcio Santos.

O pleito estava inicialmente marcado para agosto, mas a Justiça determinou o adiamento após as suspeitas de compra de votos, verificadas por conta da avalanche de associações em somente um mês em 2013.

Para tentar garantir a lisura do processo, os sócios gerais foram chamados a se recadastrarem, em uma campanha que se encerrou no último dia 30. Ainda assim, a chapa de Brant tentou adiar mais uma vez o pleito na Justiça. Conseguiu ao menos impedir que os sócios gerais que não compareceram para o recadastro fiquem aptos a votar. As demais categorias, como beneméritos, poderão ir às urnas sem terem feito o recadastramento.

Em São Januário, tudo está pronto para as eleições, que terão um dos candidatos como comandante. Abílio Borges, presidente do Conselho Deliberativo que havia herdado a presidência da Assembleia Geral (poder responsável pela organização do pleito), renunciou nesta segunda. Com isso, assumiu o vice do Deliberativo – justamente Roberto Monteiro.

Diante de tantas ida e vindas, e com o histórico de reviravoltas políticas em São Januário, é possível prever que o pleito começa. Mas é difícil dizer como termina – e se chega ao fim. Propostas como votação de não recadastrados em urnas separadas chegaram a ser sugeridas pelo grupo de Brant. Pelo o que a Colina já testemunhou, tudo é possível.

Até o dia 19, quando os Conselho formado pelas eleições desta terça se reúne para eleger a diretoria – incluindo o presidente –, a política vascaína deve viver mais dias de disputas internas.

Entenda o sistema eleitoral do Vasco

Nesta terça, os sócios votam em suas chapas de preferência. A vencedora tem o direito de indicar 120 nomes para o Conselho Deliberativo, e a segunda colocada, 30. Estes 150 se juntam aos 150 conselheiros natos para a eleição da diretoria administrativa, que inclui o presidente.


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