25/06/2018 às 10h24min - Atualizada em 25/06/2018 às 10h24min

Justiça mantém prisão de ex-presidente da Dersa e mais seis suspeitos

- Redação | com informações da Agência Brasil

Em audiência de custódia finalizada à 0h deste sábado (23), a juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal em São Paulo, decidiu manter a prisão de sete dos 14 presos na Operação Pedra no Caminho. Os mandados de detenção provisória, além de 51 de busca e apreensão, foram cumpridos pela Polícia Federal na última quinta-feira (21). A ação faz parte da investigação sobre desvios de recursos públicos nas obras do trecho norte do Rodoanel de São Paulo.

Entre os que tiveram a prisão mantida está Laurence Casagrande Lourenço, ex-presidente da Dersa, empresa do governo estadual que atua na construção de rodovias. Atualmente, ele ocupava a presidência da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), cargo a que renunciou após a deflagração da operação.

Segundo inquérito instaurado em 2016, a investigação começou com a denúncia de um ex-gerente de uma empreiteira. Ele não concordava com os desvios de dinheiro e foi exonerado do cargo. A obra era dividida em seis lotes, sendo que as fraudes eram mais evidentes no lote sob responsabilidade da Construtora OAS. Outras construtoras suspeitas de irregularidades são Isolux Corsán, Acciona Infraestruturas e Construcap.

De acordo com o Ministério Público Federal, as fraudes, que envolveram desvios e superfaturamento, estão relacionados a um convênio firmado entre a estatal estadual e a União no valor de R$ 6,4 bilhões. A procuradoria estima que os desvios chegaram a R$ 600 milhões.

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