24/07/2017 às 15h47min - Atualizada em 24/07/2017 às 15h47min

Pessoas que apoiavam investigação só queriam fim do governo Dilma e não da corrupção, diz procurador.

- Informações | Jornal do Brasil
Carlos Fernando já havia comentado outras atitudes do governo

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), comentou a declaração do vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que defendeu um “tempo de validade” de “seis meses” para as investigações da operação Lava Jato.

“Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente, muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção”, afirmou o procurador no Facebook.

“Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com a sua investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo país”, complementou Carlos Fernando.

O deputado Fábio Ramalho disse, em entrevista para o Estadão, que as investigação “não pode ficar eternamente”.

“Defendo a Lava Jato, mas tem de ter prazo de término. O Brasil não vai aguentar isso o resto da vida. Além da corrupção, tem de se avançar na desburocratização do País, na segurança jurídica do País, nas reformas." O deputado também defendeu um prazo de mais seis meses para a operação.

No começo de julho, o procurador já havia comentado sobre a liberação de verbas para emendas parlamentares pelo governo federal. Na época, Carlos Fernando disse que “Temer libera verbas à vontade" para salvar seu mandato.

Dias antes, ele também afirmou que o governo federal “sufoca” a Polícia Federal, destacando a falta de recursos para emissão de passaportes, cujo serviço estava suspenso. "Na Lava Jato a equipe da polícia foi significativamente reduzida. A quem isso interessa?"

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