24/07/2017 às 08h56min - Atualizada em 24/07/2017 às 08h56min

Motorista dirige às cegas quando usa celular.

O condutor que abre o Facebook enquanto dirige pode fazer o carro se mover ‘sozinho’ até 48,6 metros e fechar os olhos para a passagem de até 12 veículos populares

- André Vieira, do Metro Jornal
Informações | noticias@band.com.br

Uma pesquisa retirou a venda que cobre os olhos de quem dirige manuseando o celular e revelou as situações de perigo que os motoristas deixam de enxergar quando estão atentos demais aos seus smartphones e cegos para o trânsito. 

Deixar de olhar uns segundinhos para a frente e prestar atenção na tela para tarefas consideradas inofensivas para muitos, como só destravar o aparelho ou acessar redes sociais, pode fazer com que um carro ‘ande sozinho’ por longos metros e que o motorista não perceba a passagem de bicicletas, carros, motos e até carretas.

O Cesvi Mapfre (Centro de Experimentação e Segurança Viária) monitorou voluntários utilizando smartphones ao volante e identificou que o tempo médio máximo de interação com os aparelhos sem olhar para o trânsito chegou 4,5 segundos. Parece pouco, mas dirigindo no limite de uma avenida como a Paulista, a 50 km/h, o motorista percorre 62,5 metros ‘às cegas’.


O condutor que abre o Facebook enquanto dirige pode fazer o carro se mover ‘sozinho’ até 48,6 metros e fechar os olhos para a passagem de até 12 veículos populares. Carregar o Instagram pode tornar invisíveis até duas carretas ao seu lado enquanto que ler ou responder uma mensagem é o mesmo que ultrapassar 10 motos, porém sem vê-las. 

“Inúmeras mudanças ocorrem no trânsito o tempo todo, um motorista freia bruscamente, alguém atravessar, portanto, um período de distração ao smartphone, ainda que pareça mínimo, pode ser tarde para que se tenha a reação adequada”, afirmou o coordenador técnico Cesvi Mapfre Gerson Burin. 

A preocupação tem aumentado com avanço da tecnologia. Quando os celulares eram apenas telefones móveis, a distração do motorista era verificar no display o número que estava chamando – coisa pouca comparada com a interação dos aplicativos de hoje. “Talvez, no futuro, a solução seja o comando de voz e as respostas em áudio, mas sem segurar o aparelho, porque isso também é potencialmente perigoso.”


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