16/12/2016 às 11h05min - Atualizada em 16/12/2016 às 11h05min

Ciência diz por que homem não tem osso no pênis.

Cientistas descobriram que fim levou o báculo ao longo da evolução

Por noticias@band.com.br

Cientistas acabam de descobrir por que o pênis humano não tem osso e suspeitam que relacionamentos monogâmicos podem ter eliminado este detalhe anatômico nos machos da espécie Homo sapiens.

Conhecido como "báculo", o osso peniano pode ter o tamanho de uma unha, como no chimpanzé, ou até 70 centímetros, no caso do leão-marinho. Nos homens, o acessório sumiu ao longo da evolução. Tudo porque as relações sexuais reprodutivas na nossa espécie são rápidas.

 Chimpanzé: exemplo de primata que manteve aquilo que foi extirpado do homem pela evolução / Free Images

A explicação é por conta do antropólogo Christopher Opie, da Universidade de Londres, autor de um estudo em parceria com a cientista Matilda Brindle e que foi publicado esta semana. A dupla descobriu que o pênis dos mamíferos ganhou um osso (na ponta do órgão, não na base) há 95 milhões de anos, e a estrutura esteve presente nos primeiros primatas há 50 milhões de anos.

Rapidinha

Os dois pesquisadores garantem que o tamanho desse osso está ligado à duração do intercurso sexual reprodutivo. Penetrações duradouras - e eles citam como "duradoura" uma penetração de três minutos - integram a estratégia que aumenta a chance de o macho engravidar a fêmea (que então irá rejeitar outros parceiros, pois já foi fertilizada). Um pênis turbinado com um osso deixaria o processo todo mais seguro.

Homo erectus

Ainda de acordo com os cientistas, na época do Homo erectus, há cerca de 1,9 milhão de anos, ocorreu uma mudança na estratégia reprodutiva: a espécie tornou-se monogâmica. Pelo menos em teoria. Assim, não haveria necessidade de longas penetrações, pois a fêmea não partiria logo em busca de outro parceiro reprodutivo. O osso virou artigo dispensável, e a evolução o subtraiu do Homo sapiens

"Com menos competição, diminuiu a chance de manter o báculo", explicou o antropólogo ao jornal britânico The Guardian.

O estudo completo está disponível (em inglês) no site da Royal Society de Londres.

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