13/03/2015 às 08h36min - Atualizada em 13/03/2015 às 08h36min

Muricy: 'jogar mal e dar desculpa, não'

Treinador do São Paulo também disse que elenco precisa "ter mais união" e que primeira fase do Paulistão é "chata"

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Apesar da vitória por 1 a 0 sobre o São Bento, a torcida do São Paulo não gostou da atuação da equipe no Morumbi, em jogo válido pelo Campeonato Paulista. Mas os 4,5 mil presentes no estádio não foram os únicos. Após a partida, o técnico Muricy Ramalho reconheceu que o Tricolor deixou a desejar e que precisa evoluir.

 

“O mais importante é reconhecer. Jogar mal e dar desculpa, não. A gente reconhece que precisa melhorar muito. Precisamos de mais tranquilidade. Se analisar friamente, estamos nos dois campeonatos. Não estamos fora de nenhuma. A cabeça está voltada ao San Lorenzo mesmo. É a hora de dar força”, disse o comandante, visando a partida da próxima quarta-feira, em casa, pela Libertadores.

 

O treinador também destacou que, fora do campo, o ambiente da equipe não está bom como em 2014.

 

“Ano passado era mais blindado, agora está muito aberto. Isso não é desculpa, mas atrapalha. E será fundamental a torcida abraçar o time. Quando quase caímos eles trouxeram de volta. E agora precisamos deles para classificar”, disse Muricy, que não culpou o torneio pelo baixo público no Morumbi. “O Paulista na primeira fase é chato. Não é crítica. É difícil o torcedor vir em um jogo como esse, ainda mais depois de perder um clássico. A gente entende. Mas a torcida nunca abandonou nos piores momentos”.

Para o treinador, além do apoio da torcida, o clube precisa de união para recuperar a boa fase.

“Precisamos dar força e ter mais união aqui dentro, que é fundamental. Não adianta ter um baita time e não ter isso”, afirmou o técnico, que completou. “Estamos muito divididos. A verdade é essa e não podemos esconder. Ninguém chega em mim e pressiona. Tem que ter coragem e ser forte para me peitar. Eu gosto desse tipo de pessoa, que encara”.

Apesar da má fase, Muricy Ramalho está determinado a continuar no Tricolor e não cogita deixar o cargo.

 

“É o seguinte: meu sonho era voltar ao São Paulo e me aposentar aqui. Porque devo muito a esse clube e a torcida. A torcida me trouxe de volta. Ainda bem, porque ajudei o time a não passar por um desastre. Só na hora que as forças que existem no futebol tentarem me derrubar, porque se não vou brigar até o fim. Sou determinado. Cresço nos momentos ruins, mas sei que não é fácil. Conheço bem as coisas aqui. Com certeza vamos sair nesse momento”, completou.

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