31/12/2014 às 10h10min - Atualizada em 31/12/2014 às 10h10min

PR: rebelião em cadeia já dura mais 40 horas

Três agentes penitenciários ainda são mantidos reféns

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Três agentes penitenciários permanecem reféns de um grupo de detentos emrebelião na Casa de Custódia de Maringá, no norte do Paraná. O motim já se estende por mais 40 horas. 

A Polícia Militar interrompeu as negociações com os presos durante a noite e deve recomeçar no início da manhã desta quarta-feira. O secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Francischini, foi até o local acompanhar as negociações com os detentos.

Três agentes que também eram mantidos reféns foram liberados com ferimentos leves. Um conseguiu sair ainda na segunda-feira, primeiro dia do motim, e os outros dois foram liberados nessa terça pelos detentos.

A rebelião começou por volta das 15h de segunda-feira. De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Público (Sesp), os presos renderam os funcionários quando retornavam do banho de sol. Eles pedem assistência médica, jurídica, melhor alimentação e não querem usar algemas nos momentos de transferência. 

O presídio tem capacidade para 654 presos e atualmente abriga 636.

Esta é a 24ª rebelião em cadeias e presídios do Paraná em 2014. Segundo o sindicato, 52 agentes foram feitos reféns no ano. Os meses mais críticos foram setembro e outubro, durante o período eleitoral, quando houve o maior número de motins seguidos.

A crise do sistema penitenciário levou o governo do Paraná a publicar uma resolução, no dia 22 de outubro, que proíbe a negociação de transferências de presos durante as rebeliões. O documento foi criado no mesmo dia em que agentes penitenciários protestaram contra as condições de trabalho dentro das unidades prisionais.

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