23/06/2014 às 07h33min - Atualizada em 23/06/2014 às 07h33min

Elba Ramalho e grupos folclóricos animam o Arraial da Lagoa

TV Maranhense
Secom

O brilho dos grupos folclóricos e a batida do forró de Elba Ramalho marcaram a segunda noite de festança no Arraial da Lagoa, nesta sexta-feira (20). No amplo terreiro junino, promovido pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias de Cultura (Secma), Turismo (Setur) e Comunicação Social (Secom), a programação se estenderá até 29 de junho, atraindo milhares de maranhenses e também turistas.

A secretária de Estado da Cultura, Olga Simão, acompanhou a festança e destacou a boa aceitação do espaço. “O Arraial da Lagoa é sempre sucesso garantido de público e o Governo do Estado tem a preocupação de oferecer uma estrutura que proporciona grande comodidade às famílias, com muitas atrações, além de feirinha de artesanato, arquibancada e barracas de comidas típicas”, disse.

A segunda noite foi aberta com o espetáculo dançante do Piaçaba, criado no bairro Madre Deus. A manifestação folclórica apresentou ao público a diversidade de ritmos da cultura maranhense, do cacuriá à dança do lelê, de São Simão. Em pares, os dançarinos prendem a atenção da plateia. “Na verdade, sou paraense e, apesar de ter vindo aqui ano passado, não conhecia esse grupo. Estou achando divertido”, disse a turista Rosana Maria Firmino.

Os maranhenses e turistas também apreciaram a apresentação do Boi de Axixá, sotaque de orquestra. O grupo subiu ao tablado e iniciou sua performance com homenagens aos saudosos Francisco Naiva e Donato Alves, fundadores do boi. Com rica e criativa indumentária (alguns nas cores verde e amarela, em alusão à Copa do Mundo), o fez o público cantar e dançar seus grandes sucessos, como a toada “Bela Mocidade”. “Quando eles começam a tocar, dá logo aquela vontade de dançar. E a gente fica se remexendo como as índias”, contou a costureira Fátima Neves.

Em seguida, foi a vez do Boi de Santa Fé: um dos mais belos bumba meu boi do sotaque da Baixada. O público não perdeu a oportunidade de fotografar e filmar a apresentação do numeroso batalhão, cujos destaques são as enormes máscaras dos cazumbás, confeccionadas com os mais diversos objetos, do papelão ao espelho. Lembrando um ritual africano, Santa Fé evoluiu com propriedade sobre o tablado, dando um show de originalidade. “Maravilhosa e muito interessante. Nunca tinha visto coisa igual”, disse Mônica Azevedo, turista do Rio Grande do Sul.

Além da energia dos grupos folclóricos, a noite ganhou a disposição para cantar e dançar da cantora Elba Ramalho. “Ano passado foi muito bom o show aqui em São Luís. Este ano, tenho a certeza de que também o será. Tenho uma ligação com esta terra, muitos parceiros. Trouxemos muito forró, é claro”, afirmou a cantora à imprensa antes do início do show.

O espaço ficou pequeno para a multidão que foi assistir ao show e ouvir o repertório de conhecidos sucessos de Elba Ramalho. Primeiro, entraram os bailarinos, cada um segurando e dançando com uma boneca de pano. Depois, a cantora subiu ao palco usando um vestido verde limão com detalhes em flores de cores diversas. Foram duas horas de muita música e arrasta-pé. “São João sem o forró realmente não seria tão divertido. O forró é a cara do Nordeste e essa mistura de ritmos é muito boa”, reconheceu a funcionária pública Amélia Batista.

 O público não arredou o pé do terreiro junino após o show de Elba Ramalho. Uma plateia ansiosa aguardava a entrada do Boi de Morros. Índios, índias, vaqueiros, músicos e cantadores chegaram alegrando o terreiro. Durante a apresentação, Morros mostrou um pouco do auto do bumba meu boi, com direito a Mãe Catirina e Pai Francisco. A plateia gostou tanto que nos últimos minutos subiu no tablado, a convite do cantador e amo Lobato.

O encerramento da segunda noite no Arraial da Lagoa, foi ao som das matracas do Boi da Maioba. Os brincantes que formam o núcleo do grupo folclórico chegaram acompanhados das mutucas, que são as pessoas que acompanham os grupos de bumba meu boi nas noites de São João. E elas não eram poucas. Assim que o cantador Chagas entoou as primeiras frases da toada inicial, as matracas ganharam força no arraial.

Além da Lagoa, o Cortejo Junino movimentou as ruas do Centro Histórico. Com concentração na Praça Deodoro (Centro), o desfile teve presença de quadrilha, dança portuguesa, Cacuriá e grupos de bumba meu boi de todos os sotaques. Houve festança também nos Arraiais do Ceprama, do Parque Folclórico da Vila Palmeira e da Vila Junina da Praia Grande (Canto da Cultura, Praça Nauro Machado, Casa do Maranhão, Praça da Faustina).

A programação no Arraial, que prossegue até o domingo (29), é realizada pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Cultura (Secma), de Turismo (Setur) e de Comunicação Social (Secom), e tem patrocínio da Suzano Papel e Celulose, Caixa Econômica, Mateus Supermercados e Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com apoio do São Luis Convention & Visitors Bureau.


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