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05/06/2014 às 12h06min - Atualizada em 05/06/2014 às 12h06min

Carlos A. Torres e Ricardo Rocha analisam a Copa

Para ídolos nacionais, ‘há duas Copas em jogo’ nesta edição de 2014 do Mundial

Do Metro Jornal - esportes@band.com.br
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Ídolos nacionais, eles já sentiram o gostinho de vencer uma Copa do Mundo como jogadores. Agora, como espectadores, fora dos campos, Carlos Alberto Torres e Ricardo Rocha analisam, para o Metro Jornal, a situação do Brasil, nos aspectos político, social e, claro, futebolístico, para o Mundial que começa dia 12, com a partida contra a Croácia, no Itaquerão, em São Paulo.

Como está a expectativa para a Copa aqui no Brasil?

Carlos Alberto: Minha expectativa é que a grande massa dos torcedores prestigie os jogos, não só da Seleção Brasileira, mas de outras seleções. Vou torcer para que tudo corra bem e que possamos receber muito bem as pessoas, com aquele espírito brasileiro de alegria. E eu espero que a Seleção jogue bem e ganhe.

Ricardo Rocha: Acho que a Copa vai ser difícil para a Seleção, mas acredito que dê para chegar ao título, pois temos uma ótima equipe. Não corremos o risco de um novo Maracanazo: se o Brasil chegar à final dessa vez, a gente ganha.

O que você achou da convocação do Felipão?

CA: Nós não temos ninguém fenomenal, mas ele chamou o melhor que tinha. O Ganso, por exemplo, não vinha jogando bem no São Paulo acho que a Seleção é o lugar dos melhores. Está jogando bem? Merece ser convocado. E o Ganso, infelizmente, não estava. Mas, com certeza ele vai ter lugar na próxima Seleção.

RR: Se fosse o técnico, chamaria os mesmos. Eu poderia chamar o Dedé, talvez no lugar do Henrique, mas como ele não vem jogando bem, isso prejudicou a sua convocação.

Quem é o favorito ao título?

CA: Os favoritos são sempre as grandes seleções: Alemanha, Argentina, Brasil, Itália, Espanha, Holanda… O campeão vai sair de um desses. Copa do Mundo nunca teve zebra. Bélgica e Colômbia entraram como cabeça-de-chave, mas não têm time para ganhar o título.

RR: Brasil, Itália, Argentina, Espanha e Alemanha serão sempre os candidatos, mas não há um principal favorito. Eu diria Alemanha, porque vem fazendo um trabalho de longo prazo com sua seleção. Pode também pintar uma zebra: Uruguai ou Inglaterra, que ninguém está falando… Mas vamos aguardar, Copa do Mundo é sempre muito difícil.

Como você vê a organização para a Copa?

CA: A organização da Fifa, pelo que a gente conhece, beira a perfeição. Não à toa, o Jérôme Valcke [secretário-geral da Fifa] está sempre cobrando. Agora, na organização do país faltou acelerar o processo para que, pelo menos seis meses antes, eles pudessem entregar tudo pronto. A Copa foi oferecida ao Brasil há sete anos, não foram sete meses! Nós tivemos tempo suficiente, mas eles acham que dá para organizar a Copa como se organiza um ‘torneiozinho’. Não é! É o maior evento do mundo.

RR: Existem duas Copas: a dentro e a fora do campo. Fora de campo, esquece. Temos problemas muito sérios de hotelaria, aeroportos… Estádios não estavam prontos a menos de um mês do início da Copa! Isso é inadmissível.

Capita fala ao Metro

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Metro Jornal

Você acha que o Brasil pode passar vergonha?

CA: Não chegaria a esse ponto, até porque o Brasil já é conhecido por deixar tudo para a última hora. Mas os estádios estão prontos, falta só uma coisa ou outra e os governos vão acelerar nesses últimos dias. O maior problema são os aeroportos.

RR: Vai ter Copa e os estádios estarão bem, mas poderíamos ter acabado antes. Alguns estádios praticamente não tiveram testes. A gente espera que não ocorra nada.

As manifestações podem atrapalhar?

CA: Acho que não. Acredito que haverá protestos, mas eu esperava que não. Se houver, tomara que tudo ocorra dentro da harmonia, porque todo mundo tem o direito de se manifestar, mas dentro de uma disciplina que não ponha em risco a integridade de ninguém.

RR: Vão atrapalhar. Isso tudo é uma revolta que vem lá de trás. Quando a gente reclama da saúde, temos razão, mas a Copa do Mundo não tem nada a ver com isso. Só que há tanta revolta com o dinheiro que foi gasto, junto aos problemas lá de trás, que as pessoas associam. Eu não estou contra o povo brasileiro, mas espero que até a Copa a gente coloque a cabeça no lugar e mostre o Brasil como ele é. Não somos isso que aparece lá fora e me envergonha.

O que aparece lá fora?

RR: A depredação, o vandalismo… E fora algumas coisas que falam e me magoam. Fala-se muito de prostituição e isso é ruim, o Brasil não é isso. Quando eles veem esses vândalos quebrando tudo, acham que pode acontecer com qualquer um, têm medo de morrer, de ser assaltado… Não é bem por aí. É claro que há protestos e, não vou negar, é claro que há um medo quando você vê tudo isso. Na minha terra, Recife, com a greve da Polícia Militar, quebraram tudo, saquearam shoppings… Me espantou muito ver tudo isso perto de uma Copa do Mundo. É uma pena, mas eu, como brasileiro e ex-jogador, vou tentar fazer minha parte e depois cobrar tudo isso.

 

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