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30/05/2014 às 09h09min - Atualizada em 30/05/2014 às 09h09min

Formação de Profissionais de Saúde com foco na Atenção Básica é tema de Seminário

Os Programas visam a revisão da orientação profissional e do direcionamento ainda na formação dos alunos de graduação dos cursos da área da saúde, além de psicologia e serviço social.

João Torres

Teve início na manhã desta quinta-feira (29) o Seminário PRÓ-Saúde e PET-Saúde: Educando para o trabalho. O evento acontece até esta sexta-feira (30) no auditório do Centro Pedagógico Paulo Freire, no Campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, e conta com a participação de estudantes, professores e profissionais da área da saúde.

O Seminário faz parte da Parceria entra a UFMA e a Fundação Josué Montello (FJMONTELLO) e tem como objetivo promover a discussão de temas inerentes ao desenvolvimento dos programas PRÓ-Saúde e PET-Saúde que visam a reorientação na formação dos profissionais de saúde para a necessidade do atendimento na Atenção Básica.

PRÓ-Saúde e o PET-Saúde são programas criados pelo Ministério da Saúde através de uma política de inclusão social com ações concretas em áreas de carência. Os programas integram as redes de ensino e serviço e buscam redirecionar a formação profissional dando ênfase aos cuidados através da Atenção Básica de saúde, evidenciando a prevenção. Desta forma, com a reorientação na formação, os profissionais trabalharão no sentido inverso ao que acontece normalmente hoje quando é priorizado o tratamento da doença, em prejuízo às medidas preventivas.

Os Programas visam a revisão da orientação profissional e do direcionamento ainda na formação dos alunos de graduação dos cursos da área da saúde, além de psicologia e serviço social.

Para a enfermeira Poliana Rabelo, coordenadora dos Programas PRÓ-Saúde e o PET-Saúde, é sempre importante haver o questionamento se o profissional que está sendo formado está apto a lidar com os diversos problemas que serão encontrados. 

Mas o reflexo positivo já pode ser percebido nas comunidades através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede municipal, onde são trabalhados pelos Programas os controles da hanseníase; tuberculose; rastreamento, diagnóstico e prevenção do câncer de mama, por exemplo. “Nós sempre nos questionávamos: Será que este profissional que está sendo formado sabe lidar com a mulher? Ele tem disciplinas que os capacitam para as medidas necessárias?”, ilustrou.

Em bairros como São Raimundo e Liberdade, por exemplo, as Unidades Básicas recebem grupos de alunos que são orientados por professores/preceptores que acompanham o acadêmico nas rotinas das UBS. De acordo com a coordenadora dos Programas, isso tem melhorado e aumentado o número de atendimentos nessas unidades de saúde e mudado o pensamento da comunidade em relação à forma de prevenir as doenças. “Estamos dando uma cara nova ao controle dessas doenças”, afirma Poliana.

Outro ponto importante é o trabalho que vem sendo realizado com a questão do álcool e drogas, em especial, o crack. Trabalho desenvolvido com os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) do município de São Luís.

Segundo a diretora do CAPS-AD São Luís, Márcia Rodrigues, os Programas trouxeram uma nova realidade e novas perspectivas no trabalho com a comunidade. “Vem sendo realizada a sensibilização dos nossos clientes (usuários) que já haviam se acostumado a viver no CAPS. O Programa está dando a possibilidade de retorno à sociedade”, enfatizou.

O Seminário objetiva ainda uma inter-relação entre os programas desenvolvidos pela UFMA com outros desenvolvidos por outras instituições no estado, incentivando a troca de experiências.

Segundo Poliana Costa Rabelo, a proposta do encontro é transformar os Programas atuais em políticas públicas de saúde para que não haja descontinuidade nestes processos já exitosos. “Esse encontro serve para antevermos quais as possibilidades de continuidade dos projetos que tem data limite para finalização”, ressalta.

Parceria - Para Poliana Rabelo, sem a parceria com a Fundação Josué Montello não seria possível o desenvolvimento do projeto. “Todo o trâmite burocrático é viabilizado pela Fundação. Essa experiência, o conhecimento técnico e legal para a administração do repasse federal dos recursos é feito pela FJMONTELLO. Existem diversas peculiaridades, e sem o apoio da fundação nós não conseguiríamos”, afirma.

Segundo a gerente de desenvolvimento técnico da FJMONTELLO, Kariny Carvalho Ericeira, que representou a superintendente, Maria Ocirema Oliveira, no evento, a Fundação tem como papel a viabilização do Programa através do apoio logístico e controle financeiro, dentro do que foi aprovado pelo órgão financiador, e diante do exigido nos editais publicados.


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