28/04/2013 às 14h48min - Atualizada em 28/04/2013 às 14h48min

Bola é condenado a 22 anos de prisão

Ex-policial foi condenado por homicídio e ocultação do cadáver de Eliza

Da Redação

 

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio de Eliza Samudio e mais 3 anos de prisão em regime aberto pela ocultação do cadáver. A sentença foi lida pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues Lopes, que presidiu o júri, na noite deste sábado, dia 27. Este foi o julgamento mais longo do caso Eliza Samudio.

Após seis dias de julgamento, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, chegou à conclusão de que o réu matou e ocultou o corpo de Eliza porque foi contratado para isso.

Há pouco mais de um mês já tinham sido julgados o goleiro Bruno, condenado a 22 anos de prisão; o amigo dele, Macarrão, condenado a 15 anos; a ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes, condenada a dois anos e três meses, e a ex-mulher, Dayanne Rodrigues, que foi absolvida.

O Julgamento

A sessão do sexto dia de júri iniciou na madrugada deste sábado com o depoimento do réu e foi interrompida por volta de 1h30. O ex-policial negou ter matado Eliza Samudio e disse ainda que está preso injustamente há três anos.

O interrogatório então foi retomado às 10h30. Durante a sessão, o réu chorou e repetiu por diversas vezes que era inocente e que não conhecia o ex-goleiro Bruno Fernandes, acusado de ser o mandante do homicídio.

Ao ser questionado pelo advogado Ércio Quaresma se o réu teria recebido algum dinheiro para matar Eliza, Bola respondeu que "jamais faria isso e muito menos matar alguém".

Debates com ofensas

Os debates entre a Promotoria e a defesa foram marcados por ofensas durante o julgamento. O promotor de Justiça Henry Wagner Vasconcelos disparou contra o advogado Ércio Quaresma, chamando de "covarde, canalha, estúpido e vagabundo". “Eu nunca vi drogado ser herói. Eu nunca vi mentiroso crápula ser herói", disse.

Do outro lado, o advogado retrucou: "Esse moço tinha que lavar a boca antes falar o nome da nossa instituição". Em seguida, Quaresma disse que "provou que o promotor é canalha". Aidna durante o julgamento, se referiu diversas vezes ao promotor como Harry Potter, fazendo ao personagem da literatura infanto-juvenil britânica.


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