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21/02/2014 às 00h48min - Atualizada em 21/02/2014 às 00h48min

O Piauí está se tornando um celeiro de delinquentes, diz Robert Rios

Após a morte do menino Philipe Hatus de Lima Guerra, 6 anos, vítima de uma bala perdida na noite de terça-feira (18), ficou explicita a falta de segurança do bairro Promorar, na zona Sul de Teresina.

Sebastião Silva Neto
Acessepiaui

Após a morte do menino Philipe Hatus de Lima Guerra, 6 anos, vítima de uma bala perdida na noite de terça-feira (18), ficou explicita a falta de segurança do bairro Promorar, na zona Sul de Teresina. Os moradores vivem assustados com o aumento da criminalidade e o número de homicídio registrado no local nos últimos meses.

Depois do crime que chocou a população teresinense, o secretário de Segurança Pública do Piauí, Robert Rios Magalhães, anunciou intervenção no bairro.

“Um interventor será escolhido após uma reunião que acontecerá em breve, mas já podemos adiantar que o trabalho no Promorar será intenso e sem prazo para acabar. Vamos fazer um trabalho de identificação e combate às bocas de fumo do bairro, instalar uma Central de Flagrantes lá para que os policiais não precisem se deslocar para registrar as ocorrências, reforçar o trabalho da Polícia Militar, com a realização de patrulhamento constantes. O Serviço de Inteligência da PM também vai se direcionar para o bairro. Enfim, temos que dar um basta na situação de insegurança que aquele lugar vive hoje” disse.

O secretário mostrou indignação com o fato do jovem de 15 anos, acusado de efetuar o disparo que matou o menino Philipe, já ter sido preso pelo crime de homicídio e conseguir a liberdade.

“Esse menor já havia sido preso várias vezes, inclusive pelo crime de homicídio e foi posto nas ruas para voltar a cometer outras atrocidades como a do menino Philipe. Acredito que os crimes cometidos hoje por menores são até mais cruéis” disse Robert.

Rios criticou ainda as normas estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e disse que o estado sofre as consequências da falta de uma punição mãos rigorosa.

“O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma fabrica de monstros, prova disso é que 84% dos crimes no Brasil são praticados por menores de idade. E o Piauí está sofrendo com isso. Somos hoje uma máquina de produzir delinquente. A situação está incontrolável. O Ministério Público não sabe o que faze, o judiciário não sabe o que fazer e muito menos a polícia. Uma vez preso, vamos colocar esses meninos onde? Temos uma lei de primeiro mundo que é imprestável para o Brasil.O nosso país é o único do planeta que tem esse tipo de delinquente, o menor e impune” afirmou.

O crime

Philipe Hatus de Lima Guerra foi atingido por um disparo efetuado por um adolescente de 15 anos identificado pelas inicias. J.A. dos S. C. Ele e Francisco das Chagas Machado Sobrinho, 18 anos, estavam tentando “acertar as contas” com um desafeto quando atingiram a criança.

Philipe Hatus ainda foi socorrido e levado para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu ao ferimento e morreu.

 

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