21/06/2019 às 11h15min - Atualizada em 21/06/2019 às 11h15min

Novos trechos de diálogos de Moro são divulgados e ministro rebate

Na quarta-feira (19), no depoimento do ministro Sérgio Moro, no Senado, o senador Nelsinho Trad (OS), de Mato Grosso do Sul, questionou o ministro sobre um suposto diálogo divulgado semana passada pelo site Intercept.

Nesse diálogo, Moro teria dito ao procurador Deltan Dallagnol que uma procuradora é excelente profissional, mas que em audiência não ia bem e sugere um treinamento. O senador quis saber se o então juiz orientou ou não a troca de agentes na operação. Moro disse ao senador que “Não podemos tomar por autênticas essas mensagens. Pelo teor das mensagens, se elas realmente forem autênticas, não tem nada de anormal nessas comunicações. Nenhum momento do texto há alguma solicitação de substituição daquela pessoa. Tanto que ela continua até hoje realizando atos processuais na Lava Jato”.

Nesta quinta-feira (20), foi divulgado pelo intercept um novo trecho da conversa por meio de uma rede social. De acordo com o site, após receber de Moro a sugestão sobre a procuradora, o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol teria encaminhado o diálogo dele com o então juiz Sérgio Moro ao colega Carlos Fernando dos Santos Lima, citando outros dois procuradores:

Deltan: Vamos ver como está a escala e talvez sugerir que vão 2, e fazer uma reunião sobre estratégia de inquirição, sem mencionar ela.

Carlos Fernando: Por isso tinha sugerido que Júlio ou Robinho fossem também. No do Lula não podemos deixar acontecer.

Para o Intercept, esse novo trecho mostraria que o então juiz Moro comandou a força-tarefa da Lava Jato em violação das regras éticas e que ele teria se comportado como promotor-chefe e revelaria uma contradição com que Moro disse no Senado.

Questionado sobre essa nova mensagem, ele disse em nota que “não reconhece a sua autenticidade, pois pode ter sido editada ou adulterada pelo grupo criminoso”.

E que, “mesmo se autêntica, nada tem de ilícita ou antiética”. A nota acrescenta que, “na suposta mensagem, não haveria nenhuma contradição com a fala do ministro ao Senado Federal, como especulado, e que o texto atribuído ao ministro fala por si, não havendo qualquer solicitação de substituição da procuradora, que continuou participando de audiências nos processos e atuando na Operação Lava Jato”.

 


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