22/03/2019 às 09h32min - Atualizada em 22/03/2019 às 09h32min

MP e Polícia Civil realizam busca e apreensão em escritórios, nos municípios de Timbiras e Coroatá

O Ministério Público do Maranhão e a Polícia Civil, cumpriram nesta quinta-feira (21), mandados de busca e apreensão em escritórios da empresa Promotora Bom Jesus, nos municípios de Timbiras e Coroatá. A operação investiga a contratação irregular de empréstimos para idosos.

As buscas comandadas também pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), também foram realizadas na residência dos proprietários da empresa, identificados como Francinete de Sousa Dantas e Francisco Alves Pereira e de uma funcionária, Samara da Silva dos Santos. Foram apreendidos cartões bancários, computadores, celulares, contratos de empréstimos e documentos pessoais.

De acordo com as investigações, os envolvidos realizaram nos meses de agosto a dezembro de 2018, empréstimos financeiros em nome de pessoas idosas, com desconto na conta-corrente e sem autorização das vítimas. O dano estimado corresponde a mais de R$ 65 mil.

Ainda segundo as investigações, os suspeitos teriam se aproveitado do interesse dos idosos em obter informações sobre possível empréstimo, para efetivar o negócio sem que as vítimas autorizassem. Com isso, Francisco e Samara acompanhavam os idosos às agências bancárias ou postos de atendimento do banco Bradesco e do Brasil, alegando que as vítimas teriam direito de sacar determinada quantia.

Utilizavam os caixas eletrônicos para contratar empréstimos na modalidade Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e consignados, além da utilização do limite do cheque especial, realização de aplicações financeiras e títulos de capitalização vinculados às contas bancárias das vítimas. Assim que os créditos eram disponibilizados, os suspeitos sacavam e transferiam a maior parte dos valores para suas próprias contas.

Segundo as investigações, as vítimas acreditavam que as quantias se tratavam de benefícios concedidos pelos bancos. A maioria dos prejudicados, que são analfabetos e com pouca escolarização, foram surpreendidas ao perceber o comprometimento integral das suas aposentadorias, causadas pelo golpe.


 


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