16/05/2018 às 12h14min - Atualizada em 16/05/2018 às 12h14min

Justiça nega habeas corpus ao ex-vereador Maninho do PT

- Informações | Agência Brasil

A Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus do ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho do PT, e de seu filho, Leandro Eduardo Marinho. A advogada Patrícia Cavalcanti, que defende ambos, havia entrado com o pedido, em caráter liminar, para tentar revogar a prisão dos dois decretada na última sexta-feira (11). Na decisão, o juiz César Augusto Andrade de Castro, da 3a Câmara de Direito Criminal, argumenta que a “decisão que decretou a prisão preventiva dos pacientes, em princípio, não revela qualquer irregularidade formal”.

Maninho e seu filho tiveram a prisão decretada após terem agredido o empresário Carlos Alberto Bettoni, no dia 5 de abril, em frente ao Instituto Lula. Eles foram denunciados pelo promotor Luiz Eduardo Levit Zilberman por tentativa de homicídio por motivo torpe e cruel. O processo corre sob segredo de Justiça.

Para Patrícia, a ordem de prisão determinada pela Justiça de São Paulo “está fora de todo o contexto do processo bem como da situação fática”. Já Daniel Bialski, advogado do empresário, disse que “a prisão cautelar decretada, além de muito bem fundamentada, atende os anseios da sociedade ordeira e traz segurança para que as testemunhas e vítima possam ter tranquilidade e para depor em juízo e aguardar o julgamento pelo tribunal popular”.

Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a advogada de defesa de ambos ainda não se pronunciou sobre a decisão.

 

O caso

Bettoni foi agredido em frente ao Instituto Lula, no dia 5 de abril, após supostamente gritar ofensas ao PT durante entrevista do senador Lindbergh Farias (RJ) à imprensa, em uma manifestação em frente ao Instituto Lula, em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos denunciados empurrou o empresário, que bateu a cabeça em um caminhão que passava pelo local. Na ocasião, manifestantes estavam reunidos em frente ao instituto por causa da notícia de que o juiz Sérgio Moro tinha expedido a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bettoni foi internado no hospital São Camilo, onde permaneceu até o final de abril.

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