14/07/2014 às 10h02min - Atualizada em 14/07/2014 às 10h02min

Herói da Copa divide torcidas de clubes alemães

Götze foi chamado de traidor depois que trocou Borussia Dortmund pelo Bayern de Munique

Da Folhapress esportes@band.com.br

No início de carreira, o alemão Mario Götze, 22, chegou a ser chamado de Götzinho. Era uma referência a seu talento, de contornos que supostamente lembravam o futebol brasileiro.

Além do apelido, seu sobrenome parecia anunciar um destino de consagração. Significa "ídolo".

 

Se ele já havia conquistado precocemente tal status, neste domingo isso ficou justificado para sempre. Götze eternizou-se na história do futebol ao fazer o gol que garantiu o quarto título mundial da Alemanha, na prorrogação da final diante da Argentina. E no Maracanã, apoiado por brasileiros.

 

O meia-atacante havia entrado em campo aos 44 minutos do segundo tempo do jogo, no lugar de Klose, o maior artilheiro da história das Copas.

 

Götze esteve em seis das sete partidas da Alemanha na competição. Só não participou da inesquecível goleada de 7 a 1 sobre o Brasil na semifinal. Foi titular nos dois jogos iniciais e nas oitavas de final contra a Argélia.

 

Ele sofreu o pênalti que resultou no primeiro gol da Alemanha no torneio, marcado por Müller na goleada de 4 a 0 sobre Portugal em Salvador, na estreia.

 

Só tinha balançado a rede uma vez. Na segunda rodada, abriu a contagem do empate de 2 a 2 com Gana num lance estranho, em Fortaleza. Tentando uma cabeçada, ele bateu o rosto na bola, que desviou em seu joelho esquerdo.

 

A versatilidade de Götze lhe permite atuar como meia-atacante, falso centroavante e nos dois lados do ataque.

 

Desde antes dos 15 anos, ele frequentava as seleções de base alemãs e era apontado como uma grande promessa.

 

Foi campeão europeu sub-17 de 2009. Aos 18, estreou no selecionado principal em novembro de 2010.

 

Seu primeiro gol pela seleção foi o segundo da vitória de 3 a 2 sobre o Brasil, treinador por Mano Menezes, em amistoso em agosto de 2011, em Stuttgart.

 

Ele e Schürrle são os primeiros jogadores nascidos na Alemanha pós-reunificação a defender a seleção.

 

O gol que valeu a Copa do Mundo foi o 11º de Götze em 35 jogos pela seleção.

 

Traidor e mercenário

 

A cidade natal de Götze, Memmingen, no sul do país, tem pouco mais de 40 mil habitantes.

 

Ainda criança, ele trocou a Bavária por Dortmund, onde seu pai, professor universitário, foi lecionar. Já famoso, o meia-atacante fez o caminho inverso.

 

Cria das divisões de base do Borussia Dortmund, ele acertou sua transferência para o rival Bayern de Munique pouco antes do maior confronto entre eles, a final da Liga dos Campeões da Europa do ano passado.

 

Götze foi acusado de mercenário e traidor pelos torcedores do time aurinegro. Lesionado, não jogou a decisão europeia.

 

O pagamento da multa rescisória custou 37 milhões de euros (cerca de R$ 97 milhões) à equipe bávara.

 

O jogador conquistou dois campeonatos nacionais pelo Borussia e um pelo Bayern, além de uma Copa da Alemanha por cada um deles. Em dezembro passado, faturou o Mundial de Clubes.

 

Seu irmão Fabian, 24, também formado no Borussia Dortmund, jogou no pequeno Unterhaching na última temporada. O caçula Felix está no time sub-15 borussiano.

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