10/07/2014 às 08h13min - Atualizada em 10/07/2014 às 08h13min

Seleção justifica massacre alemão: experiência

Treinador do Brasil falou que grupo da Alemanha é antigo, mas não disse porque não chamou jogadores mais rodados

Da Redação esportes@band.com.br

Heuler Andrey/Mowa Press

Felipão surpreendeu a muitos em uma coletiva de imprensa que não estava marcada nesta quarta-feira. Uma de suas justificativas para a derrota histórica do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 foi a experiência, que para ele sobrou aos europeus.

“Essa equipe da Alemanha tem oito anos de preparação, nós temos um ano e meio. De Copa do Mundo, tínhamos seis jogadores que já disputaram a competição. A Alemanha tinha quatro do grupo de 2006 e ainda outros muitos de 2010. A experiência é importante”, declarou o treinador.

Apesar do discurso, Felipão não explicou porque não convocou atletas mais experientes em Mundiais, já que considerava isso tão importante, mesmo tendo nomes como Robinho, Kaká, e Ronaldinho Gaúcho pedidos por grande parte da população. Aos contrário, disse que se pudesse voltar no tempo, a escalação seria praticamente a mesma.

“Se fossemos fazer uma nova convocação agora, talvez atingiríamos 95% dos nomes de hoje e chegamos em uma semifinal que não acontecia desde 2002”, preferindo ressaltar que esse grupo estará muito mais experiente para a próxima Copa. 

Felipão também ressaltou o trabalho de base feito pela Alemanha e que o Brasil está tentando fazer isso também.

“O Brasil revela bons jogadores, mas temos que entender que eles se revelam a vão cedo para o exterior e só depois com muita pesquisa descobrimos eles lá. Pode ser que no futuro venha uma lei que deixe esses jogadores mais tempo aqui. Já temos bons cursos, um trabalho de base sendo feito pela CBF junto aos jovens treinadores e junto aos treinadores das categorias de base. Muitas vezes isso não é passado ao público de forma tão explícita, mas já está sendo feito na administração do Marín”, revelou.

Por fim, admitiu que a derrota foi sofrível, mas que não houve um erro de preparação para a Copa e que agora a missão é lutar pelo terceiro lugar. “Eles chegaram até à semifinal, ficaram entre os quatro melhores do mundo. Não dá pra denegrir todo mundo por causa de um resultado, apesar de ficar para a história”.

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