08/07/2014 às 08h35min - Atualizada em 08/07/2014 às 08h35min

Alemanha e Brasil invertem papéis na Copa

Números do Mundial mostram que as equipes mudaram o estilo tradicional de jogar futebol

João Prata esportes@band.com.br

Reprodução/Facebook

Foi-se o tempo que a Alemanha apresentava um futebol na base da força, metódico, com uma única arma: a bola parada. Foi-se o tempo também que o brasileiro envolvia seus adversários, com jogadas de fazer valer o ingresso.

 

A Copa no Brasil mostra que existe uma inversão de valores. Os números, segundo estatísticas da Fifa, comprovam a mudança dentro de campo e as declarações dos jogadores e todo o clima que envolve as seleções confirmam que as coisas também não são a mesma fora das quatro linhas.

 

O time comandado por Joachim Löw é o que mais troca passes entre todas as seleções. Em cinco jogos, foram 3577 passes, com 82% de acerto. Muito maior do que a equipe brasileira. O atual time de Felipão é apenas a sexta seleção nesse ranking. Foram 2471 passes, com 73% de acerto.

 

O Brasil poderia compensar a falta de passe naquilo que sempre foi sua principal característica, a jogada individual. Mas até nisso os alemães estão na frente. A equipe europeia tentou 25 jogadas individuais até a área contra 15 do auto-intitulado país do futebol. 

 

Gols dentro da área

 

A paciência e tranquilidade da Alemanha com a bola nos pés também explicam os gols marcados pela equipe. Todos os dez foram feitos dentro da área e, desses, apenas dois nasceram de uma jogada de bola parada. Os alemães esperam o momento certo para dar o bote.

 

A seleção brasileira marcou os mesmos dez gols. Três foram de fora da área e três também saíram de jogada de bola parada. O time de Felipão ataca pouco pelas laterais do campo. Fred, com seu apenas um gol marcado, que o diga.

 

Faltas

 

O futebol vistoso da Alemanha também é um dos menos violentos. Até agora, os ex-brucutus fizeram apenas 57 faltas contra 96 dos brasileiros, o time que mais bate nos adversários, por sinal.

 

Praia x Serra

 

Além dos números, os alemães escolheram a paradisíaca praia de Santo André, no litoral baiano, como centro de treinamento durante a Copa. Nas entrevistas, esbanjaram bom humor, se deixaram filmar nos banhos de mar e gravaram um clipe descontraído, com a música Tieta de trilha sonora, mostrando os bastidores da seleção nesta Copa.

 

A seleção brasileira reformou sua milionária Granja Comary, na região serrana de Teresópolis, onde impera a neblina. O isolamento deveria amenizar a pressão e deixar o time mais focado. Mas emotivos e sensíveis, choraram compulsivamente durante o hino em todos os jogos. Também adotaram um estilo militar de entrar em campo para demonstrar união, com os jogadores em fila e um segurando a mão direita no ombro do companheiro.

 

Brasil e Alemanha se enfrentam nesta terça-feira, às 17h, no Mineirão. A Band transmite a partida e o Portal da Band mostra o lance a lance. Resta saber agora se será invertido o mais temido dos números: foram 21 encontros, com 12 vitórias para os sul-americanos, cinco empates e quatro vitórias para os europeus. 

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