24/06/2014 às 09h21min - Atualizada em 24/06/2014 às 09h21min

Gana nega ter aceitado fraudar resultados

Denúncia foi pulicada em jornal britânico; Fifa promete investigar

http://esporte.band.uol.com.br/futebol/copa-2014/noticia/100000691077/Gana-nega-ter-aceitado-fraudar

A Associação de Futebol de Gana (GFA) negou que aceitaria participar de um esquema de manipulação de resultados em partidas amistosas e cobrou uma investigação judicial contra os dois dirigentes ganenses que estariam envolvidos na fraude.

 

A federação do país africano foi alvo de investigações cujos resultados foram publicados nesta segunda-feira pelo jornal britânico "Daily Telegraph". Durante seis meses, repórteres se passaram por empresários que desejavam realizar partidas com placares arranjados.

 

A proposta formulada pelos jornalistas disfarçados de empresários era para a realização de amistosos que renderiam cada um cerca de R$ 400 mil para a entidade. O esquema, que beneficiaria redes de apostadores, previa a escalação de árbitros "colaboradores" da empresa.

 

Segundo o jornal, o presidente da GFA, Kwesi Nyantakyi, aceitou conhecer os fraudadores a convite do agente Fifa Christopher Forsythe, e de Obede Nketiah, figura forte na associação ganense. Foi nesse encontro que haveria sido definido um acordo para a organização das partidas manipuladas.

 

"O contrato até hoje não foi assinado. Foi o que eu disse a eles. Se eu tivesse concordado com isso, teria assinado o contrato, não?", defendeu-se Nyantakyi.

 

O presidente disse ainda, via nota oficial, que nunca foi avisado de que a proposta existente era para manipular resultados. "Eles apresentaram uma oferta de compra dos direitos (de organização) dos amistosos. Entendi, pelo contexto, que era como a Kentaro costumava fazer com os jogos do Brasil."

 

Nyantakyi cobrou também uma investigação séria contra Forsythe e Nketiah sobre a tentativa de fraude.

 

Após tomar conhecimento do teor da reportagem, a Fifa informou que sua divisão de segurança irá conversar com dirigentes ganenses sobre o caso.

 

"A integridade da Copa do Mundo não foi corrompida, mas levamos muito a sério a credibilidade do futebol", disse a porta-voz da entidade, Delia Fischer.

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