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20/01/2015 às 16h08min - Atualizada em 20/01/2015 às 16h08min

Cantareira pode secar em quatro meses

Projeção tem base no consumo e no registro de chuvas na área das represas

Projeções do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) revelam que, caso as chuvas na região do Sistema Cantareira continuem 50% abaixo da média e a captação se mantenha nos níveis atuais, o reservatório poderá secar em quatro meses, no início de junho.

 

O centro, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, traçou modelos baseados em diferentes cenários de precipitação e captação. Para a projeção, foi analisada a rede de 33 pluviômetros automáticos instalados nas bacias de captação do Cantareira, em Jacareí, Cachoeirinha e Atibainha.

 

De acordo com Adriana Cuartas, hidróloga e pesquisadora do Cemaden, foram traçados cinco panoramas levando em conta as possíveis incidências de chuva. Os pesquisadores compararam os resultados com a série histórica de precipitações, desde 2004, disponibilizada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

 

Pouca chuva

Em janeiro, o índice de chuvas no Cantareira se mostra pior que o cenário projetado pela pesquisadora. Desde o início do mês choveu apenas 60,9 milímetros, o equivalente a 22,5% da média histórica para janeiro. “Vamos esperar o mês terminar para fazer a projeção. Estamos monitorando, avaliando e vendo o que acontece em janeiro para renovar as projeções”, disse. O nível dos reservatórios caiu de 5,8% na segunda-feira para 5,6% nesta terça.

 

Segundo Adriana, no trimestre que inclui os meses de outubro, novembro e dezembro, choveu 60% da média histórica. Num cenário otimista, de chuvas dentro da média histórica, o volume morto do Cantareira não secaria, mas permaneceria em níveis críticos. “O sistema não conseguira voltar para o volume útil”, esclarece. Nesse caso, o manancial dependeria da próxima estação chuvosa para se recuperar, a partir de 30 de setembro.

 

Na opinião da especialista, o ideal é reduzir a captação, o que significa diminuição no consumo ou aumento do racionamento. “Um dos cenários (traçados pelos pesquisadores) mostra que precisa diminuir muito a captação para não ficarmos numa situação perigosa”

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